Rio,09/04/2009
Introdução - 1.1-Delimitação do Problema
Em Brasília, no dia 11/06/2008, aconteceu o Seminário de Educação e trabalho Infantil, promovido pelo Ministério de Educação, que teve como um de seus objetivos a criação de um Sistema de Notificação das Violações dos Direitos das Crianças na Rede Pública de Ensino. De acordo com o Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Lázaro, na decisão tomada no Seminário, o MEC integrado a Rede de Ensino Público deve estabelecer: "um sistema de identificação e notificação das violências a que as crianças são submetidas. O desafio, explica, é estabelecer um fluxo para que cada violência percebida no ambiente escolar seja notificada e encaminhada para solução. Segundo o secretário, essa responsabilidade não é só do professor, mas da comunidade escolar inteira e, principalmente, dos governos".
A partir da proposta acima apresentada, Lázaro acrescentou que os dados da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) sugerem que o desinteresse súbito nas aulas, a falta de atenção, as notas baixas das crianças que não realizam os deveres de casa, podem constituir indicativos de algum tipo de violência. Por isso cabe a escola estar preparada para identificar e saber como agir nesses casos.
A preocupação com a violência doméstica e social pelos órgãos competentes, reflete uma realidade que ocorre em diversas escolas, onde casos de violência têm trazido a tona sentimentos de medo e insegurança por parte dos professores e alunos. Tanto a população quanto a escola têm enfrentado diversos tipos de violência. Portanto, é urgente repensar uma Educação para o século XXI, que nesse mundo global, exige novos olhares e novas práticas pedagógicas.
Para tanto Ramos (2002) destaca que o trabalhador do séc.XXI deve ser capaz de inovar, resolver problemas, tomar decisões, liderar pessoas, comunicar idéias, dominar várias línguas, usar o computador, desenvolver projetos em colaboração com outros profissionais, demonstrar auto-estima elevada, ter ética, integridade, honestidade e responsabilidade.E que por isso, Ramos considera que essas capacidades apontadas devam ser trabalhadas num contexto educacional onde aconteçam a formação de valores éticos e morais, tanto quanto a valorização da emoção. Dessa forma, a Comissão Internacional sobre Educação para o séc. XXI(1998), no seu relatório para a UNESCO, acrescenta que por causa da competição social, a escola tem esquecido o seu papel de formação integral do aluno, a qual deveria valorizar a cooperação, solidariedade, a diferença entre as pessoas e suas culturas.Por isso, essa Comissão Internacional lança os 4 Pilares para a educação do séc.XXI, que deve girar em torno de: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.
De uma forma geral a escola tem conseguido dar conta do aprender a conhecer, em menos escala o aprender a fazer, porém não tem conseguido cumprir o aprender a viver juntos e aprender a ser. Por isso o Instituto de Educação Carmela Dutra lança o Projeto Pedagógico no ano de 2008, Educar para uma Cultura de Paz, contribuindo para a formação de seus alunos. Segue-se nos próximos textos o Projeto e seus resultados.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
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